sábado, 17 de setembro de 2011

Meus questionamentos sobre o "cair no Espírito"

Nestes últimos dias, temos visto através da Internet a opinião de um líder religioso que, em um vídeo no seu blog, fez uma comparação entre o "cair no Espírito" nas igrejas pentecostais e o centro de umbanda. Aproveitando este momento, gostaria de fazer alguns questionamentos sobre o "cair no Espírito". Na minha caminhada da fé tenho observado e percebido que, a maior parte das pessoas que durante o culto rodopiam, "caem no Espírito", fazem movimentações com o corpo, não frequentam Escola Dominical nem culto de ensino, não tem interesse em fazer evangelismo, não visitam os afastados da casa e da presença de Deus, etc. Sendo um renovo espiritual tais manifestações, porque depois não vemos o resultado, ou seja, essas pessoas fazendo de verdade a obra de Deus? Porque muitas das pessoas que levam a sério a obra do Senhor são aquelas pessoas que não rodopiam nos cultos? Tais movimentações seriam mesmo a ação de Deus? Outros questionamentos que eu faço: o que pensaria um visitante da igreja, uma pessoa que nunca foi em uma igreja evangélica, que em um dia fosse assistir um de nossos cultos, e visse alguns crentes pulando, rodando, batendo os pés, etc? O que passaria pela cabeça desse visitante? O que ele falaria da igreja para as pessoas que não frequentam nossos cultos? Gostaria de colocar também nesta postagem algumas frases que eu selecionei do livro Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar (CPAD) do Pr. Ciro Sanches Zibordi. As opiniões do Pr. Ciro nas frases abaixo estão de acordo com o que eu penso sobre este assunto:

"Está na hora de darmos um basta nessas efemeridades e brincadeiras na casa de Deus! De onde tiraram essa idéia de que um culto só é pentecostal se pessoas marcharem, pularem, contorcerem-se ou caírem? Que negócio é esse de os crentes ficarem rodopiando pra lá e pra cá? E os servos de Deus que estudam as Escrituras, oram, jejuam, evangelizam e se santificam? São eles inferiores aos crentes do reteté em razão de não tomarem parte em seus reboliços?" (pgs. 45 e 46)

"Já estive em várias reuniões do reteté. Pessoas rodopiam, caem, riem, berram, etc. E alguns obreiros tolerantes, frouxos, ainda dizem que isso se trata apenas de meninice. Ah, se o reteté fosse apenas meninice! Bastaria ensinar os "meninos" no caminho em que devem andar, não é mesmo? Porém, são poucos os crentes que se envolvem com práticas estranhas por falta de amadurecimento. A maioria gosta desses "moveres" por carnalidade e falta de temor a Deus! E, em alguns casos, verifica-se até apostasia decorrente de influência maligna (cf. 1 Tm 4:1). Obreiros neófitos gostam do tal reteté, a ponto de se indignarem contra quem estimula o povo a ler mais a Bíblia e ser mais equilibrado. Eles dificilmente oram. Esses anões espirituais não têm fome pela Palavra. Quando um pregador cita as Escrituras, bocejam. O negócio deles são as efemeridades; gostam de movimentos - da carne, é claro." (pg. 46).

Um comentário:

Pastor Agamenon Lima disse...

Muito boa a matéria. Parabéns. Estou te seguindo aqui tambem sou seu seguidor numero 9. Abraço irmão.